BK e BIT: Como Adaptar sua Estratégia às Novas Tarifas e Mitigar Impactos Tributários
6 de abril de 2026

Mudanças nas tarifas de importação para bens de capital (BK), informática e telecomunicações (BIT) reforçam a importância do planejamento estratégico no comércio exterior


Em vigor desde março de 2026, a Resolução Gecex nº 852 elevou as alíquotas do Imposto de Importação aplicadas a bens de capital (BK) e a bens de informática e telecomunicações (BIT). A medida integra um movimento de reorganização da política industrial, voltado à proteção e ao fortalecimento da indústria nacional.

No caso dos bens de capital (BK), a medida impacta principalmente máquinas e equipamentos industriais, máquinas pesadas, equipamentos produtivos e tecnologias aplicadas aos processos industriais. Esses ativos são fundamentais para projetos de expansão, modernização tecnológica e aumento da produtividade das cadeias industriais.

Já no caso dos bens de informática e telecomunicações (BIT), a medida incide sobre equipamentos e soluções voltados à infraestrutura tecnológica, como servidores, dispositivos de conectividade, hardware e sistemas de TI. Esses itens são essenciais para a digitalização, a integração de processos e o aumento da eficiência operacional nas empresas.

Movimentos de mercado e realinhamento tarifário

Esse movimento ocorre em um contexto global de revisão de políticas comerciais e industriais. Países como Estados Unidos, China e membros da União Europeia vêm adotando tarifas, incentivos à produção local e medidas de defesa comercial para fortalecer cadeias produtivas estratégicas e reduzir dependências externas.

No Brasil, esse movimento ganha força diante do avanço das importações nos últimos anos. Em 2025, o país registrou US$ 75,1 bilhões em importações, com crescimento acumulado de 33,4% desde 2022. A penetração de importados também atingiu níveis relevantes, chegando a cerca de 45% em bens de capital e a 54,8% em bens de informática e telecomunicações, o que reforça a necessidade de medidas voltadas ao equilíbrio competitivo da indústria nacional.
Diante desse cenário, o país passa por um processo de realinhamento tarifário, com alíquotas de importação que podem variar, aproximadamente, entre 7,2% e 25%, conforme a classificação fiscal dos produtos.

Esse ajuste, no entanto, não ocorre de forma uniforme. Para itens sem produção nacional, permanecem mecanismos como o Ex-tarifário e regimes especiais, que permitem reduzir ou suspender o imposto para máquinas e equipamentos estratégicos, preservando a viabilidade de investimentos produtivos e de projetos industriais.

Importação estruturada ganha relevância

Diante desse cenário, adaptar a estratégia passa por estruturar a importação desde a origem, com classificação fiscal adequada, planejamento tributário, enquadramento em regimes como o Ex-tarifário e integração ao modelo da DUIMP.
Em um ambiente regulatório mais dinâmico, a importação deixa de ser apenas operacional e passa a atuar como um vetor de competitividade. O impacto tributário deixa de ser uma consequência e passa a ser uma variável que exige antecipação, coordenação e leitura de cenário.

Mais do que atuar sobre frentes isoladas, as empresas passam a depender de uma lógica integrada de decisão, capaz de conectar estratégia tributária, estrutura financeira e execução logística. Em operações de maior valor agregado, é esse nível de estruturação que permite reorganizar cadeias, proteger margens e transformar a complexidade regulatória em inteligência estratégica e vantagem competitiva.

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